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Medronho

O medronheiro (Arbutus unedo) é uma árvore frutífera e ornamental portuguesa que também é conhecida pelos nomes de Érvodo, Ervedeiro, Ervado, Ervedo ou Êrvedo. Ela tem normalmente um crescimento do tipo arbustivo até uma altura de aproximadamente 5 metros com ramos eretos, que brotam do tronco a partir de 0,50 metros do solo e são também bastante espaçados entre si.

A copa do medronheiro é arrendondada com folhas persistentes de formato elíptico que assumem uma coloração verde-escura semelhante à do sobreiro, e também possuem um brilho ceroso na face superior.

As flores desta árvore da cor branca ou levemente rosadas são muito decorativas. Logo, ela é considerada uma planta ornamental. Além disso, o medronheiro produz frutos comestíveis, bastante apreciados sobretudo no sul de Portugal, onde são usados na produção de licores e aguardentes destiladas do tipo licor de medronho.

Devido ao elevado teor em açúcares, o medronho pode ser utilizado em diferentes aplicações alimentares. O sabor doce associado a aromas característicos, tornam agradável a sua ingestão cru, com ou sem açúcar ou chocolate. Tradicionalmente fazem-se bolachas de medronho, depois de esmagados e cozidos no forno. É também possível fazer doces, e licor.

O licor comercialmente mais famoso é o BrandyMel, produto que nasceu em 1956, feito a partir de aguardente de medronho e mel.

No entanto a produção de aguardente é a principal utilização do medronho, tendo alguma importância económica para as pequenas povoações da serra algarvia, sendo considerado produto tradicional pela UE.

A produção de aguardente a partir do medronho tem sido alvo de grande controvérsia na última década. A diminuição da quantidade de medronho disponível e as leis impostas pelo estado, levaram a que alguns produtores se adaptassem às novas regras. Uns modificando o processo de fabrico artesanal, outros refugiando-se na clandestinidade.

Os factores mencionados em conjunto com a deslocação das populações do interior para o litoral, levaram a uma quebra de produção dos 600mil L/ano, para cerca de 80mil L/ano, dos quais apenas 40% são para comércio.

Em 2008 existiam cerca de 200 produtores registados, embora se saiba que existe um número muito maior de pequenos produtores ilegais.






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