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Cardigos 1







Henrique Matias

Pedaladas de emoção e de conhecimento

Henrique Matias é natural de Carrascal, na freguesia de Cardigos. Tem residência e família na aldeia que considera “ tranquila” .

Auto-denomina-se aventureiro por natureza, dinâmico por excelência e perspicaz por conceito. De signo Leão domina a vontade e realiza os seus objectivos de forma determinante. Tem 57 anos, é reformado, e ocupa o seu tempo, além das aventuras, com programas de voluntariado e com as deslocações entre o Carrascal e Lisboa.

No dia 1 de Outubro a deslocação será maior. Vai partir em mais uma aventura. Uma travessia a Portugal de BTT em autonomia. Henrique Matias é a pessoa do mês no sítio da junta de freguesia de Cardigos. 

 

 Personalidade que mais admira – Viva: - Warren Buffet; Morta – Albert Einstein

Personalidade que menos admira - Nenhuma

Maior loucura feita até hoje – Uma vez pensar e por em prática: - “Não sei para onde vou, só sei que não vou por aí…”

Interesses – Actualidades, Natureza, Actividades de aventura, entre outras

Livro favorito – Nenhum em especial

Música favorita - Baladas

Leitura actual - Sidónio Pais (Moita Flores)

O que mais adora – Gosto de muitas coisas e pessoas, mas quanto a adorar…

O que mais detesta –  Não vejo nada que deteste.

O  que nunca faria - “Nunca digas nunca…” 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O Homem faz-se pela sua essência, encontra-se nos seus desejos, completa-se nas suas realizações. Pode dizer-se que Henrique Matias é um homem incompleto, não pelo que fez mas pelo que ainda pretende fazer na vida.

Apesar de confessar que gosta de fazer coisas acessíveis ao comum dos mortais, assume-se amante de aventuras que desde sempre gostou de inovar. Rotina é por isso uma palavra que não tem assento no vocabulário lá de casa,

Desde muito cedo e de muito novo que aprendeu a fazer a gestão da sua vida por objectivos e apesar de gostar de viajar, esta acção nunca fez parte dos objectivos delineados para a sua vida, até porque, confessa “considerava existirem aspectos mais prioritários”.

Então, questionamo-nos nós, porquê estas romagens a paragens tão diversas e distantes? Pois é, a aventura, a atracção pelo risco e o gosto pelo que é diferente são os factores que alavancam cada deslocação que faz pelo país e pelo estrangeiro, deslocações essas que começaram por volta dos 40 anos, altura em que a bicicleta se tornou a sua principal companhia no asfalto do conhecimento. As viagens de bicicleta foram-se sucedendo não conseguindo este aventureiro quantificar quantas foram no total. Sabe apenas que todas lhe deram imenso gozo e satisfação pessoais. Guarda algumas voltas e no conhecimento pessoal é o seu próprio GPS. “Em Portugal, que é o que mais me interessa, há poucos cantos que não conheça”, destaca Henrique Matias. Quanto ao estrangeiro, recorda com mais afinco, talvez por ter sido das últimas, a de Lisboa/Santiago em BTT, uma viagem de sonho à Normandia pelo betão da 2ª Guerra Mundial, à capital do Kitesurf (Tarifa) e à loucura de Ibiza, estas de mota.

Não entrando em “desatinos”, apenas procura adequar as suas iniciativas ao que julga que são as suas capacidades físicas, mas também por isso tenta manter-se sempre em forma para encarar os quilómetros que o vão ligando e interligando à vida. “Procuro manter-me sempre em forma fazendo exercício, sempre que possível, com grande disciplina alimentar”, acentua o ciclista adiantando ainda que “próximo das iniciativas intensifico o exercício e faço dieta alimentar, de acordo com o objectivo pretendido, que passa quase sempre, por transformar massa gorda em músculos”.

Outra forma de saber estar em cima de uma bicicleta advém das participações em iniciativas da Federação Portuguesa de Orientação.

Quando parte para um percurso, curto ou longo, estuda muito bem os itinerários recorrendo ao Google Earth, a par com os aplicativos específicos do GPS. “No terreno, hoje em dia, depois do trabalho de casa bem feito, o GPS não engana”, precisa o aventureiro que, apesar de planeadas, encontra sempre percalços nestas viagens e “no caso do BTT, as quedas são o pior e acontecem quase sempre”. No caso da deslocação de Lisboa/Santiago, “numa localidade chamada Adevagar, apesar de me deslocar a menos de 20Km/hora, numa descida com pedra solta fui ao chão. O meu dedo máximo da mão direita ficou num “S”. Antes de me levantar tentei colocar o dedo no sítio e consegui”, descreveu recordando ainda que “num passeio à Serra de Sintra, quando descia do “Monge” para os “Capuchos” tive um furo que remendei rapidamente. Quando fui para encher o pneu não encontrei a bomba de ar. Fui 8Km a pé até à lagoa Azul aonde um automobilista me emprestou uma bomba. Quando cheguei a casa, tinha a bomba num cantinho da mochila”.

Na bagagem leva sempre cautela e é com ela que parte hoje, dia 1 de Outubro, para a Travessia de Portugal em BTT, de Bragança a Sagres, em autonomia, fora de estrada e sozinho ao longo de 1200 Kms. “Não vou ter qualquer apoio. Vou levar comigo tudo o que necessito para o dia-a-dia, como seja vestuário, medicamentos, ferramentas e alguma alimentação”, disse Henrique Matias que pretende demorar ente 12 e 15 dias. O percurso será feito em duas fases. A primeira a começar hoje de Bragança até Vila de Rei. E a segunda de Sagres a Vila de Rei a realizar posteriormente. Nesta primeira fase garante que irá passar pelos sítios mais lindos de Portugal num percurso realizado quase todo fora de estrada.

 Boa Viagem e boas histórias!

 

   

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