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Castro de S. Miguel


O Castro de São Miguel fica situado na Serra da Ladeira, a 1 Km a norte da vila da Amêndoa, erguendo-se a 497 metros de altitude. Tinha uma posição estratégica central relativamente às bacias do Tejo, Zêzere e Ocreza, e era defendido pelas serranias cujas cristas o cercam.

O Castro de S. Miguel foi classificado em 1950 pelo decreto 37.801 do Diário do Governo de 2 de Maio como Monumento Nacional. As ruínas erguem-se no alto do morro numa parte média, encosta sul, virada para a Amêndoa e para poente. A encosta leste cai em escarpa abrupta e o acesso é relativamente fácil do lado norte. O que dificulta o acesso por este lado é a sucessão de montes. As escarpas da parte norte terminam num planalto inexplorado.

O Castro compreende uma povoação no alto de um monte, com cerca de 50 habitações, defendida por muralhas nos lados de mais fácil acesso, tendo todas as habitações uma planta rectangular ou quadrangular e paredes de pedra seca ou argamassa muito primitiva. A Acrópole, o núcleo primitivo do Castro, tem uma planta mais ou menos quadrangular, com cerca de 25m de lado perfazendo uma área de 625m2. Existe uma porta a meio da muralha sul e um corredor fazia passagem a outra porta no topo nordeste. No interior, era completada com um muro transversal paralelo à muralha sul.

O Castro de S. Miguel poder ter começado a ser habitado 2.000 anos a.C., devendo ter conhecido o seu apogeu no decurso das guerras lusitano-romanas (séc. III a.C - I d.C.) tendo entrado provavelmente em decadência e sido abandonado após a paz romana. Pode ainda ter sido reutilizado por altura das invasões bárbaras e mesmo na época visigótica. Estas ideias baseiam-se no facto de no seu sopé se ter estabelecido uma rica vila rústica romana, A Coutada.

Num período primitivo a acrópole poderia ter abrigado um povoado de casas de madeira e transbordando este para fora das muralhas, terem passado a uma diferente finalidade. Estas populações eram aguerridas, barricando-se nos montes e usando lanças e punhais. Estes povoados foram desaparecendo, descendo os seus habitantes aos vales, como consequência da pacificação e da ordem estabelecida pelos romanos.

Em conclusão a arquitectura e a urbanização apontam para um típico povoado La Téne, com o apogeu entre 500 e 300 a.C., que pode ter sido muito tardiamente abandonado, talvez constituindo o esporão visigótico da região e resistindo como tal à Reconquista até D. Sancho I, em cujo reinado pode ter sido sitiado, dominado, destruído e abandonado.

A cidadela constitui uma fortaleza sensivelmente quadrangular cujas muralhas de cerca de 2 m de espessura teriam tido mais de 5 m de altura, erguendo-se numa posição estratégica junto às vias de comunicação entre importantes pontos estratégicos da Lusitânia pré-romana.
 






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